Olá a todos
No proximo fim de semana há Banco Alimentar
Cada um deve escolher pelo menos um dos turnos e enviar sms, comentario, mail etc a avisar qual turno escolhem.. Vão vendo o blog pois a lista vai sendo actualizada à medida que escolhem..
SÁBADO:
09h00 às 11h15 -
11h00 às 13h15 - Ricardo
13h00 às 15h15 -
15h00 às 17h15 - Patricia Silva
17h00 às 19h15 - Patricia Tavares
19h00 às 21h15 - Miguel Pinto
21h00 às 23h00 - Bruno Fonseca
DOMINGO:
09h00 às 11h15 - Inês
11h00 às 13h15 - Luis Carlos
13h00 às 15h15 - Miguel Rocha
15h00 às 17h15 - André
17h00 às 19h15 - Dário
19h00 às 21h15 -
ATENÇÃO: No Domingo às 21h15 há procissão das velas na Capela da Ponte
segunda-feira, 23 de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
Ajuda para os projectos - Santarém
D.Afonso Henriques, o Conquistador
A Luta Continua
Os mouros de Santarém atacavam frequentemente a zona de Coimbra.
Destruíam as colheitas, faziam pilhagens e levavam cativos.
A única maneira de pôr fim a estas investidas era conquistar a margem direita do Tejo.
Para começar, D.Afonso Henriques escolheu Santarém.
Elaborou o plano de assalto ao castelo, fez a selecção dos homens que haviam de o acompanhar, e quando chegou a altura procedeu de acordo com os costumes da época. Ou seja, enviou um mensageiro anunciar aos habitantes da cidade que dentro de 3 dias a paz seria quebrada.
A conquista foi rápida e fulminante. Chegou até aos nossos dias um relato pormenorizado de como tudo aconteceu.
Deve ter sido escrito por um cavaleiro que nela participou.
A Conquista de Santarém (relato anónimo da época)
“Santarém parecia quase impossível de conquistar porque era defendida por muitos soldados e estava apetrechada com muitas máquinas de guerra. Rodeada de muralhas e torreões, situava-se no alto de um monte que se diria inexpugnável.
Do lado norte o monte erguia-se como se quisesse continuar a cidade até às nuvens. Do lado sul a terra abria-se num abismo tão sinuoso que lhe chamavam alhanse, o que quer dizer cobra.
O exército que se atrevesse a enveredar por esses caminhos estreitos e cheios de curvas seria obrigado a avançar muito lentamente e em fila indiana, o que significava derrota certa.
Do lado oriental, que precipício imenso sobre o rio! Os mouros ate lhe chamavam alhada, o que quer dizer medo, pois dali eram atirados os condenados à morte para que caíssem na margem do Tejo com os ossos e todo o corpo despedaçados. Escalar o precipício seria uma loucura.
As planícies junto ao rio, cheias de pântanos e ilhotas, só eram acessíveis de barco e em certas épocas do ano.
Qualquer tentativa de pilhagem se revelava infrutífera, pois quando o ataque vinha da margem direita os mouros fugiam com os rebanhos para a esquerda, e vice-versa.
Zona difícil de conquistar, mas tão linda, tão fértil, tão rica, tão apetitosa!
D. Afonso Henriques pensou longamente na melhor maneira de atacar e decidiu incumbir Mem Ramires de ir até lá em segredo. Devia escolher os melhores caminhos de aproximação e um sítio do muro por onde se pudesse entrar de novo com alguma segurança.
Mem Ramires cumpriu a missão. Já com um plano traçado, o rei saiu de Coimbra a uma segunda-feira dia 9 de Março de 1147. Lavava consigo um pequeno exército, a quem não revelou em pormenor o que tinha na ideia. Uns a pé outros a cavalo, demoraram 4 dias a chegar ao destino. Na madrugada de sexta-feira acamparam em Pernes.
O rei chamou então todos os seus homens e fez um longo discurso
Primeiro lembrou os malefícios que sofriam por causa dos ataques dos mouros de Santarém.
“Sabeis camaradas e sabei-lo bem que muitas calamidades tendes sofrido vindas desta cidade em cujos confins nos encontramos. Sabeis quanta desgraça acarretou ao meu reino. Há muito conheceis o arreganho dos seus dentes…”
Depois disse-lhes que os escolhera a eles porque eram os melhores.
“Só vos escolhi a vós que sempre me acompanhastes como experimentados guerreiros em todas as circunstâncias difíceis.”
Em seguida confiou-lhes o plano. Iam fazer um assalto à cidade durante a noite. Um primeiro grupo subiria à muralha, para o que era necessário construírem escadas. Queria 10 escadas e que fossem encostadas todas ao mesmo tempo. Cada uma seria para 12 homens, portanto contava pôr lá em cima de surpresa 120 soldados. Logo que hasteassem a bandeira o resto do exército investia a rebentar a porta. O ataque a meio da noite tornaria tudo mais fácil porque a maior parte das pessoas estava a dormir e até as sentinelas haviam de circular ensonadas.
Os cavaleiros ouviram-no com a máxima atenção, aprovaram o plano, mas pediram-lhe que não participasse no ataque pois receavam que lhe acontecesse alguma coisa. D.Afonso Henriques respondeu:
“Eu estarei convosco e serei o primeiro. Ninguém poderá separar-me da vossa companhia quer na vida quer na morte. E se eu tiver que morrer este ano sem esta cidade estar conquistada, peço a Deus que não me deixe sair vivo deste combate!”
Para sossegar os ânimos lembrou que em Coimbra os monges de Santa Cruz rezavam pela vitória. E todos consideraram sinal de protecção divina o facto de terem visto nessa noite uma grande estrela cadente riscar o céu e cair para as bandas do mar.
Depois de tudo preparado, puseram-se em marcha conduzidos por Mem Ramires.
De início sofreram alguns percalços. A primeira escada partiu-se e despedaçou-se com estrondo. Foi preciso improvisar uma solução rápida e acelerar o processo. Mem Ramires ordenou a um rapaz que lhe subisse aos ombros e atasse outra escada na muralha. Daí a pouco já havia 3 cristãos lá em cima, que se apressaram a erguer a bandeira.
As sentinelas mouras estremunhadas aproximaram-se e perguntaram: “Manhu?” ou seja, “Quem sois?”
Ninguém respondeu e eles perceberam então o que estava a acontecer. Horrorizados gritaram: “Annachara! Annachara! Annachara!” ou seja “ Cilada de Cristãos!”
Mas já vários outros tinham subido à muralha, enquanto o resto do exército rebentava a porta com machados e pedras.
O que D.Afonso Henriques previra aconteceu. Poucas horas depois a cidade de Santarém fazia parte do reino de Portugal.
A Luta Continua
Os mouros de Santarém atacavam frequentemente a zona de Coimbra.
Destruíam as colheitas, faziam pilhagens e levavam cativos.
A única maneira de pôr fim a estas investidas era conquistar a margem direita do Tejo.
Para começar, D.Afonso Henriques escolheu Santarém.
Elaborou o plano de assalto ao castelo, fez a selecção dos homens que haviam de o acompanhar, e quando chegou a altura procedeu de acordo com os costumes da época. Ou seja, enviou um mensageiro anunciar aos habitantes da cidade que dentro de 3 dias a paz seria quebrada.
A conquista foi rápida e fulminante. Chegou até aos nossos dias um relato pormenorizado de como tudo aconteceu.
Deve ter sido escrito por um cavaleiro que nela participou.
A Conquista de Santarém (relato anónimo da época)
“Santarém parecia quase impossível de conquistar porque era defendida por muitos soldados e estava apetrechada com muitas máquinas de guerra. Rodeada de muralhas e torreões, situava-se no alto de um monte que se diria inexpugnável.
Do lado norte o monte erguia-se como se quisesse continuar a cidade até às nuvens. Do lado sul a terra abria-se num abismo tão sinuoso que lhe chamavam alhanse, o que quer dizer cobra.
O exército que se atrevesse a enveredar por esses caminhos estreitos e cheios de curvas seria obrigado a avançar muito lentamente e em fila indiana, o que significava derrota certa.
Do lado oriental, que precipício imenso sobre o rio! Os mouros ate lhe chamavam alhada, o que quer dizer medo, pois dali eram atirados os condenados à morte para que caíssem na margem do Tejo com os ossos e todo o corpo despedaçados. Escalar o precipício seria uma loucura.
As planícies junto ao rio, cheias de pântanos e ilhotas, só eram acessíveis de barco e em certas épocas do ano.
Qualquer tentativa de pilhagem se revelava infrutífera, pois quando o ataque vinha da margem direita os mouros fugiam com os rebanhos para a esquerda, e vice-versa.
Zona difícil de conquistar, mas tão linda, tão fértil, tão rica, tão apetitosa!
D. Afonso Henriques pensou longamente na melhor maneira de atacar e decidiu incumbir Mem Ramires de ir até lá em segredo. Devia escolher os melhores caminhos de aproximação e um sítio do muro por onde se pudesse entrar de novo com alguma segurança.
Mem Ramires cumpriu a missão. Já com um plano traçado, o rei saiu de Coimbra a uma segunda-feira dia 9 de Março de 1147. Lavava consigo um pequeno exército, a quem não revelou em pormenor o que tinha na ideia. Uns a pé outros a cavalo, demoraram 4 dias a chegar ao destino. Na madrugada de sexta-feira acamparam em Pernes.
O rei chamou então todos os seus homens e fez um longo discurso
Primeiro lembrou os malefícios que sofriam por causa dos ataques dos mouros de Santarém.
“Sabeis camaradas e sabei-lo bem que muitas calamidades tendes sofrido vindas desta cidade em cujos confins nos encontramos. Sabeis quanta desgraça acarretou ao meu reino. Há muito conheceis o arreganho dos seus dentes…”
Depois disse-lhes que os escolhera a eles porque eram os melhores.
“Só vos escolhi a vós que sempre me acompanhastes como experimentados guerreiros em todas as circunstâncias difíceis.”
Em seguida confiou-lhes o plano. Iam fazer um assalto à cidade durante a noite. Um primeiro grupo subiria à muralha, para o que era necessário construírem escadas. Queria 10 escadas e que fossem encostadas todas ao mesmo tempo. Cada uma seria para 12 homens, portanto contava pôr lá em cima de surpresa 120 soldados. Logo que hasteassem a bandeira o resto do exército investia a rebentar a porta. O ataque a meio da noite tornaria tudo mais fácil porque a maior parte das pessoas estava a dormir e até as sentinelas haviam de circular ensonadas.
Os cavaleiros ouviram-no com a máxima atenção, aprovaram o plano, mas pediram-lhe que não participasse no ataque pois receavam que lhe acontecesse alguma coisa. D.Afonso Henriques respondeu:
“Eu estarei convosco e serei o primeiro. Ninguém poderá separar-me da vossa companhia quer na vida quer na morte. E se eu tiver que morrer este ano sem esta cidade estar conquistada, peço a Deus que não me deixe sair vivo deste combate!”
Para sossegar os ânimos lembrou que em Coimbra os monges de Santa Cruz rezavam pela vitória. E todos consideraram sinal de protecção divina o facto de terem visto nessa noite uma grande estrela cadente riscar o céu e cair para as bandas do mar.
Depois de tudo preparado, puseram-se em marcha conduzidos por Mem Ramires.
De início sofreram alguns percalços. A primeira escada partiu-se e despedaçou-se com estrondo. Foi preciso improvisar uma solução rápida e acelerar o processo. Mem Ramires ordenou a um rapaz que lhe subisse aos ombros e atasse outra escada na muralha. Daí a pouco já havia 3 cristãos lá em cima, que se apressaram a erguer a bandeira.
As sentinelas mouras estremunhadas aproximaram-se e perguntaram: “Manhu?” ou seja, “Quem sois?”
Ninguém respondeu e eles perceberam então o que estava a acontecer. Horrorizados gritaram: “Annachara! Annachara! Annachara!” ou seja “ Cilada de Cristãos!”
Mas já vários outros tinham subido à muralha, enquanto o resto do exército rebentava a porta com machados e pedras.
O que D.Afonso Henriques previra aconteceu. Poucas horas depois a cidade de Santarém fazia parte do reino de Portugal.
Ajuda para os projectos - Coimbra
D.Afonso Henriques, o Conquistador
Mudança de Residência
Depois de vencer a mãe na Batalha de S.Mamede, D.Afonso Henriques passou a governar o condado Portucalense.
Uma das primeiras decisões foi mudar a residência principal de Guimarães para Coimbra.
O que teria na ideia? Não se sabe, mas podem apontar-se vários motivos.
Talvez preferisse viver longe dos senhores da Galiza, seus inimigos.
Talvez sentisse maior apoio entre os cavaleiros e o povo da região de Coimbra do que entre as famílias demasiado poderosas que dominavam o território a norte do rio Douro.
Ou talvez quisesse aproximar-se dos mouros, a quem tencionava conquistar as terras…
A mudança teve consequências importantíssimas.
Para reforçar a defesa e evitar os ataques dos mouros, que viviam a espreita, ansiosos por pilharem colheitas e gado, ou mesmo saquearem as povoações, D.Afonso Henriques tomou várias medidas.
· Mandou construir um castelo em Leiria.
· Ofereceu o castelo de Soure aos monges guerreiros da Ordem dos Templários para que ali se instalassem e defendessem a zona.
· Reforçou alguns castelos em seu redor, como o de Penela e de Miranda do Corvo.
Assim, os habitantes de Coimbra sentiram-se mais seguros e puderam cultivar os campos ao sul da cidade, que eram muito férteis. Passou a haver maior abundância de alimentos, passaram mesmo a sobrar alguns, que se trocavam por outros produtos.
Ou seja, à sombra dos castelos desenvolveu-se a agricultura e o comercio, o que naturalmente agradou à população.
O Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra
Em 1131 lançou-se a primeira pedra do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra
Um ano depois estava pronto um núcleo do edifício que foi ocupado por 12 monges (que pertenciam à Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho).
As obras continuaram. Pouco tempo depois já ali viviam 70 homens.
Estes monges não dependiam de bispos nem de arcebispos. Obedeciam directamente ao Papa. Foi talvez por isso que Afonso Henriques os ajudou a construir aquele belo mosteiro e lhes deu várias quintas em redor. Deste modo arranjava aliados poderosos contra o bispo de Coimbra, com quem não se entendia muito bem, e passava a contar com intermediários capazes de cativar a simpatia do Papa, a quem tencionava pedir que o reconhecesse como rei.
A gratidão dos monges ultrapassou as expectativas, e puderam manifestá-la de forma muito original porque eram homens cultos: escreveram a história da vida do seu benfeitor.
O Desejo de Independência Ganhou Força em Coimbra
O facto de D.Afonso Henriques se ter instalado em Coimbra foi decisivo para a futura independência do país.
Esta cidade na fronteira com os mouros tinha grandes tradições de autonomia. Pode mesmo dizer-se que tinha uma cultura própria.
Os cavaleiros e os homens do povo que ali viviam estavam habituados a resolver os seus problemas sem o apoio do Rei de Leão, que era uma figura longínqua.
Não hesitaram, portanto, em lutar ao lado de quem queria transformar o condado num reino independente.
Esta corrente envolveu e arrastou as grandes famílias de Riba Douro que já tinham mostrado a sua vontade de independência na batalha de S. Mamede.
As lutas não se fizeram esperar.
Mudança de Residência
Depois de vencer a mãe na Batalha de S.Mamede, D.Afonso Henriques passou a governar o condado Portucalense.
Uma das primeiras decisões foi mudar a residência principal de Guimarães para Coimbra.
O que teria na ideia? Não se sabe, mas podem apontar-se vários motivos.
Talvez preferisse viver longe dos senhores da Galiza, seus inimigos.
Talvez sentisse maior apoio entre os cavaleiros e o povo da região de Coimbra do que entre as famílias demasiado poderosas que dominavam o território a norte do rio Douro.
Ou talvez quisesse aproximar-se dos mouros, a quem tencionava conquistar as terras…
A mudança teve consequências importantíssimas.
Para reforçar a defesa e evitar os ataques dos mouros, que viviam a espreita, ansiosos por pilharem colheitas e gado, ou mesmo saquearem as povoações, D.Afonso Henriques tomou várias medidas.
· Mandou construir um castelo em Leiria.
· Ofereceu o castelo de Soure aos monges guerreiros da Ordem dos Templários para que ali se instalassem e defendessem a zona.
· Reforçou alguns castelos em seu redor, como o de Penela e de Miranda do Corvo.
Assim, os habitantes de Coimbra sentiram-se mais seguros e puderam cultivar os campos ao sul da cidade, que eram muito férteis. Passou a haver maior abundância de alimentos, passaram mesmo a sobrar alguns, que se trocavam por outros produtos.
Ou seja, à sombra dos castelos desenvolveu-se a agricultura e o comercio, o que naturalmente agradou à população.
O Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra
Em 1131 lançou-se a primeira pedra do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra
Um ano depois estava pronto um núcleo do edifício que foi ocupado por 12 monges (que pertenciam à Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho).
As obras continuaram. Pouco tempo depois já ali viviam 70 homens.
Estes monges não dependiam de bispos nem de arcebispos. Obedeciam directamente ao Papa. Foi talvez por isso que Afonso Henriques os ajudou a construir aquele belo mosteiro e lhes deu várias quintas em redor. Deste modo arranjava aliados poderosos contra o bispo de Coimbra, com quem não se entendia muito bem, e passava a contar com intermediários capazes de cativar a simpatia do Papa, a quem tencionava pedir que o reconhecesse como rei.
A gratidão dos monges ultrapassou as expectativas, e puderam manifestá-la de forma muito original porque eram homens cultos: escreveram a história da vida do seu benfeitor.
O Desejo de Independência Ganhou Força em Coimbra
O facto de D.Afonso Henriques se ter instalado em Coimbra foi decisivo para a futura independência do país.
Esta cidade na fronteira com os mouros tinha grandes tradições de autonomia. Pode mesmo dizer-se que tinha uma cultura própria.
Os cavaleiros e os homens do povo que ali viviam estavam habituados a resolver os seus problemas sem o apoio do Rei de Leão, que era uma figura longínqua.
Não hesitaram, portanto, em lutar ao lado de quem queria transformar o condado num reino independente.
Esta corrente envolveu e arrastou as grandes famílias de Riba Douro que já tinham mostrado a sua vontade de independência na batalha de S. Mamede.
As lutas não se fizeram esperar.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Actividade com Bicicletas (Cavalos)
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